Há seis anos que promovemos o “Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar”, com o objetivo de promover a pesquisa e valorizar estudos com qualidade técnica e capacidade de contribuir para a evolução do setor de saúde suplementar em três frentes: Economia, Direito, Promoção da saúde e qualidade de vida.
Na última edição, o vencedor da categoria Economia foi o trabalho "Idosos da Região Sudeste: fatores que influenciam a posse de plano de saúde privado e implicações para as políticas públicas", de Rosana Vieira das Neves.
O estudo – fundamental, frente a mudança demográfica pela qual estamos passando – analisa os fatores que mais influenciam a probabilidade de pessoas com 60 anos ou mais terem plano de saúde e aponta que, além da renda, a presença de morbidades entre idosos é o fator que mais aumenta a chance destes possuírem planos de saúde, devido à maior necessidade de serviços de saúde.
Sobre a variação de renda, o trabalho indica que idosos com renda mensal domiciliar per capita superior a quatro salários mínimos têm entre 65% e 52% de chance de possuírem plano privado.
Já sobre a prevalência de doenças, o estudo indica que depressão e hipertensão são as morbidades que mais influenciam positivamente na obtenção de plano de saúde.
Amanhã publicaremos o estudo vencedor na categoria Direito. Não perca!
No mundo, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 6 milhões de pessoas morrem por ano por causa de doenças associadas ao tabagismo, sendo que 600 mil pessoas têm sua saúde ameaçada por serem fumantes passivos.
Os efeitos do tabaco sobre a saúde e a qualidade de vida são bastante conhecidos pela população, mas e quanto aos gastos em saúde decorrentes deste vício? De acordo com pesquisas da Fiocruz, o tratamento de cada paciente com câncer de pulmão custa, em média, R$ 400 mil. No mundo, segundo a OMS, o tabagismo custa US$ 1 trilhão ao ano em função da diminuição da produtividade, adoecimento e mortes prematuras.
O tabaco é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, de laringe e de esôfago, de patologias respiratórias, do coração e AVC. Além disso, o habito de fumar também contribui fortemente para o surgimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes e obesidade. As DCNTs são uma das principais causas de morte no Brasil e no Mundo. O trabalho “Fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis na população de belo horizonte”, publicado aqui no site do IESS e vencedor da categoria de Promoção da Saúde e Qualidade de Vida do II Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar (edição 2012), foca exatamente nesses problemas.
Nós acreditamos que a melhor solução para reduzir os custos de tratamentos com essas graves doenças causadas pelo tabagismo e, principalmente, salvar vidas, é focar em programas de promoção da saúde. Por isso, encorajamos a leitura do estudo “Promoção da Saúde nas Empresas”, produzido pelos especialistas Michel P. O’Donnell e Alberto José N. Ogata, e também a apresentação feita Dra. Cristiane Penaforte, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, realizada em evento do IESS em 2012: “Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil”.
Se você não pode acompanhar a Celebração de 10 anos do IESS e a entrega do VI Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar, que realizamos em 06 de dezembro de 2016 no Hotel Renaissance, em São Paulo, mas gostaria de ver as palestras do evento, essa é sua chance.
Além de fotos, palestras e dos estudos divulgado na ocasião, agora acrescentamos os vídeos com as apresentações dos palestrantes e os debates à página do evento. Você também conferir os trabalhos vencedores de cada categoria do prêmio e as apresentações da cerimônia (aqui no link). Se preferir, você também pode acessar diretamente pela lista abaixo:
VI Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar
Desafios globais da saúde e a relevância da participação privada nesse setor
Um balanço da última década e perspectivas para o setor de saúde do Brasil e na América Latina
