Divulgamos, hoje, os trabalhos vencedores do IX Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar. Como sempre, vamos detalhar cada um dos estudos e realizar entrevistas com os vencedores, mas você já pode conferir os trabalhos premiados durante o seminário “Transformação Digital na Saúde”.
Categoria: Promoção da Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde
1º lugar – Thiago Chieppe Saquetto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o trabalho “O processo de acreditação e seus impactos na eficiência de hospitais no Brasil”.
2º lugar – José Antonio Diniz de Oliveira, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/FIOCRUZ), com o trabalho “Avaliação de programa de Gestão de Doenças Crônicas em plano de autogestão em saúde”.
Categoria: Economia
1º lugar – Gisele Gonçalves de Brito, da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), com o trabalho “Tendências e fatores associados ao custo da saúde privada no Brasil: uma análise via modelo getzen expandido para o envelhecimento da população”.
2º lugar – Anelisa de Carvalho Ferreira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o trabalho “Determinantes da qualidade das informações contábeis das operadoras de planos de saúde no Brasil”.
Categoria: Direito
1º lugar – Marina Fontes de Resende, do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), com o trabalho “Necessidade de modulação do enunciado 609 da súmula do STJ nos contratos de plano de saúde”.
2º lugar – José Estevam Lopes Cortez da Silva Freitas, da Universidade Paulista (UNIP), com o trabalho “Exame de lógicas institucionais sujeitas a mudanças frequentes: a regulação da fiscalização da saúde suplementar”.
O evento também contou com palestra do Dr. Chao Lung Wen, professor líder do grupo de pesquisa de telemedicina da Universidade de São Paulo (USP), sobre telessaúde e os desafios para uma nova era de cuidados.
Além disso, houve espaço para apresentação de pôsteres de trabalhos e um importante debate sobre os desafios da transformação digital na saúde com a participação de Dr. Carlos Alfredo Lobo Jasmin, diretor da Associação Médica Brasileira (AMB); Leandro Fonseca, diretor presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); e, Luiz Alberto Ortiz, CIO da Orizon.
Os conteúdos estarão disponíveis nos próximos dias. Não perca.
Suas ideias não podem ficar de fora do Prêmio IESS
A importância do Prêmio IESS para o setor
Já em sua nona edição, o Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar acaba de encerrar as inscrições com novo recorde de trabalhos inscritos. Em 2018, a principal premiação do setor já havia superado todos os anos anteriores, marca ultrapassada este ano.
O novo resultado positivo reforça a importância adquirida ao longo dos anos. Até hoje, entre as centenas de inscritos, a premiação já laureou cerca de 50 trabalhos que ajudaram a pautar mudanças importantes no setor, influenciando a tomada de decisão, a formatação de programas por parte das operadoras, o desenvolvimento da regulação ou mesmo a prática de profissionais da área.
Promover a produção de conhecimento no setor faz parte da missão do IESS e essa premiação já se tornou a mais importante referência acadêmica, apresentando pesquisas sérias e com ideias disruptivas. A mais importante premiação de estudos acadêmicos em saúde suplementar irá conceder R$ 45 mil em prêmios para os seis melhores trabalhos de pós-graduação (especialização, MBA, mestrado ou doutorado) inscritos nas categorias Economia; Direito; e Promoção de Saúde e Qualidade de Vida e Gestão em Saúde.
Passados mais de 20 anos da Lei dos Planos de Saúde, a iniciativa busca dar visibilidade para trabalhos que analisem a saúde suplementar no País e apontem os próximos passos para garantir sua sustentabilidade no futuro.
Os dois melhores de cada categoria receberão prêmios de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, além de certificados, que serão entregues em cerimônia de premiação que acontece em dezembro na cidade de São Paulo. As pesquisas são entregues para os avaliadores sem identificação de seus autores, orientadores ou entidade a que pertençam, para evitar conflitos de interesse e manter o foco na qualidade técnica do estudo desenvolvido.
Além do prêmio propriamente dito, a cerimônia de entrega também contará com espaço de exibição de pôsteres de trabalhos e um painel de debates sobre temas atuais na saúde suplementar.
Nas últimas semanas, como forma tanto de reconhecimento quanto de incentivo à produção acadêmica em saúde suplementar, temos divulgado entrevistas com os vencedores da edição 2018 do Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar: Marília Raulino, José Maria dos Santos Jr. e Lucas Clemente.
Outras ainda estão por vir, mas hoje queríamos apresentar o depoimento de um vencedor de uma edição um pouco mais antiga. Samir José Caetano Martins, foi o vencedor da categoria Direito do V Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar (edição de 2015), com o trabalho “Unimilitância médica: A posição do Superior Tribunal de Justiça à luz da regulação da concorrência” – já analisado aqui.
Mas Samir também conquistou uma segunda vitória, foi o primeiro vencedor do Prêmio IESS a se tornar orientador de um trabalho vencedor. No caso em questão, “A saúde suplementar e a cobertura de medicamentos sem registro na Anvisa”, de Antonio José Accetta Vianna, vencedor da categoria Direito no VIII Prêmio IESS (edição 2018).
Confira o que Samir tem a dizer sobre o Prêmio IESS e o fato histórico.
Blog do IESS – Você já conhece e acompanha o IESS faz algum tempo, como avalia Instituto?
Samir José Caetano Martins – O IESS é fundamental para estimular a produção acadêmica na área de saúde suplementar. O que, por sua vez, estimulando bastante a reflexão sobre tema contribui para o desenvolvimento do setor no País.
Blog – Qual a importância do Prêmio IESS nesse cenário?
Samir – O Prêmio IESS é um incentivo importante para a divulgação de reflexões teóricas sobre o setor de saúde suplementar, contribuindo para a construção de uma ponte entre a academia e o mercado, que é muito necessária. Fora isso, é uma importante iniciativa para estimular a produção científica e a qualificação dos profissionais do setor.
Blog – Você foi a primeira pessoa a vencer uma edição do Prêmio IESS e orientar um trabalho vencedor de outra. Como se sente com isso?
Samir – É incrível. Eu tive a oportunidade de conhecer e me tornar amigo do Antonio (José Accetta Vianna), então também há esse lado que me deixa muito feliz por ele.
Mas como orientador, isso me enche de orgulho. É o sonho de qualquer professor ver seus alunos prosperando e sendo bem-sucedidos. É uma realização.
Blog – E como pesquisador, você está desenvolvendo algum trabalho?
Samir – No momento, não. Meu foco principal tem sido orientar meus alunos e acredito que ainda vou continuar assim por algum tempo.
Blog – Mas se fosse produzir uma pesquisa, voltaria a se inscrever no Prêmio IESS?
Samir – Com certeza. O Prêmio foi muito importante para mim e sempre o recomendo a todos meus alunos. O IESS é uma instituição muito credenciada, com qualidade. Seja nas pesquisas, eventos ou em iniciativas como Prêmio. Acho, inclusive, que a entidade poderia aproveitar essa expertise para realizar mais seminários, workshops e elaborar e ministrar cursos de pós-graduação. Seria um ganho para o setor.
Faltam apenas duas semanas para acabar o prazo de inscrição no IX Prêmio IESS, mas ainda dá tempo de ler o regulamento e inscrever seu trabalho de pós-graduação ou pôster. Tá esperando o quê?
O prazo para inscrições no IX Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar está acabando – há só mais 10 dias! – e, tanto para demonstrar a importância da iniciativa quanto para estimular a produção acadêmica no setor, temos publicado entrevistas com alguns dos vencedores de edições passadas. Hoje, contudo, entrevistamos um dos avaliadores: Alberto Ogata, conselheiro da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), presidente da International Association for Worksite Health Promotion (IAWHP - Associação Internacional de Promoção da Saúde no Ambiente de Trabalho) e responsável por julgar os trabalhos inscritos na categoria Promoção da Saúde, Qualidade de Vida e Gestão em Saúde.
Em nossa conversa, Ogata ponderou a importância do Prêmio para o mercado de saúde brasileiro e para os pesquisadores fazendo pós-graduação, além de apontar temas que, na opinião dele, devem entrar no radar de estudiosos e gestores do setor.
Confira.
Blog do IESS – Como você vê a pesquisa acadêmica com foco em saúde suplementar no Brasil hoje?
Alberto Ogata – A saúde suplementar tem assumido uma importância cada vez maior no sistema de saúde brasileiro. Apesar disso, ainda hoje se sente uma carência de estudos acadêmicos brasileiros bem feitos com foco nesse setor. Claro, essa carência é muito menor do que já foi no passado e eu acredito que um fator preponderante para tanto é o Prêmio IESS, que está estimulando a produção nesse campo em todo País e ajudando a preencher uma importante lacuna.
Blog – Ainda que falte quantidade de estudos no setor, como você avalia a qualidade dos que são produzidos?
Ogata – Muitos dos estudos premiados pelo IESS tiveram enorme repercussão no sistema de saúde nacional, influenciando tanto a tomada de decisão quanto a formulação de políticas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quanto a formatação de programas de Operadoras de Planos de Saúde (OPS) ou mesmo a prática de profissionais da área.
Eu acredito que o IESS traz uma enorme contribuição para o Brasil com a manutenção desse Prêmio já por quase uma década.
Blog – E para os pesquisadores, qual a importância desta iniciativa?
Ogata – O Prêmio IESS é único. Ele realmente apresenta uma oportunidade enorme para os pesquisadores de nosso País divulgarem seus trabalhos acadêmicos.
E mais do que isso. Como o Prêmio tem essa capacidade de ligar o que se produz no campo acadêmico com o dia a dia das organizações, o pesquisador sente que seu trabalho é importante e faz diferença para o futuro do setor. É um estímulo muito importante.
Blog – Como garantir que essa ligação continue existindo e gerando interesse dos dois lados?
Ogata – O grande diferencial do Prêmio IESS é que ele não é oferecido por uma instituição acadêmica. O Instituto tem a natureza de fazer estudos aplicados para a realidade de mercado. O Prêmio é a tradução desse espírito, dessa missão, aplicado à pesquisa acadêmica.
Para assegurar que essa conexão entre a prática das operadoras e a produção acadêmica permaneça afiada, há um trabalho que começa com o regulamento da premiação, mas que se estende até a avaliação dos trabalhos.
É comum que pesquisas acadêmicas estejam muito focadas nas questões metodológicas e não na sua aplicação prática. Mas aqui, na avaliação do Prêmio IESS, um aspecto muito considerado é a possibilidade de adoção e utilização do estudo dentro do sistema de saúde suplementar. É nítida a relação entre a prática e a teoria nos estudos submetidos ao Prêmio. Certamente, as questões metodológicas têm muita relevância e são fundamentais para garantir a qualidade do trabalho, então é necessária uma sintonia muito fina.
Blog – Pensando nessa ligação entre o mercado e a academia, quais temas você espera ver nas próximas edições do Prêmio IESS?
Ogata – Ao longo do tempo, temos observado vários estudos relacionados à saúde populacional, modelos de cuidado e de remuneração. O que não deve mudar pois esses são assuntos muito caros ao setor e que ainda precisam de aperfeiçoamento. Mas acredito que outro assunto que precisamos debater é como aumentar o acesso da população aos serviços de saúde e qual a função da telemedicina, big data e machine learning nesse processo
Faltam 16 dias para o encerramento das inscrições para a mais importante premiação de trabalhos acadêmicos do setor, o IX Prêmio IESS de Produção Científica em Saúde Suplementar.
Você tem até 13 de setembro para inscrever gratuitamente seu trabalho de conclusão de curso de pós-graduação (especialização, MBA, mestrado ou doutorado), com foco em saúde suplementar nas áreas de Economia, Direito e Promoção de Saúde e Qualidade de Vida e Gestão em Saúde não perca tempo e faça agora a sua inscrição. Confira o regulamento e ajude criar novas bases para o desenvolvimento do setor.
O Prêmio IESS tem limite de um estudo por autor, mas se você tiver mais de um trabalho, estiver na graduação (ao invés de pós) ou tiver desenvolvido o seu trabalho em uma empresa ou outra entidade não acadêmica, o espaço para exibição de pôsteres é ideal para você. Os detalhes também estão no regulamento e a inscrição é fácil e rápida, feita por meio de formulário aqui no site.
Quer se inspirar?
Confira as entrevistas que fizemos com três dos vencedores do Prêmio IESS 2018, Marília Raulino, José Maria dos Santos Jr. e Lucas Clemente. Você também pode ver o resumo dos pôsteres apresentados no ano passado e todos os trabalhos vencedores do Prêmio IESS.
Não deixe de acompanhar nosso blog com as próximas entrevistas e novidades sobre o Prêmio.
Reconhecimento, legitimidade, autoridade. Esses são três dos incentivos mais básicos e, ao mesmo tempo, importantes que um pesquisador pode almejar. São prova de que seu trabalho contribuiu, efetivamente, para a produção de conhecimento, aperfeiçoamento do setor analisado e, no melhor caso, de ambos.
O Prêmio IESS só é capaz de incentivar a produção científica com foco em saúde suplementar por conceder esse reconhecimento. Claro, há outros diferenciais, como a possibilidade de aproximar pesquisadores de diversos segmentos, com interesses distintos (econômico, jurídico, qualidade de vida, promoção da saúde, gestão etc.) e criar um ambiente propício para a troca de conhecimento e experiências. Ou, ainda, a ligação entre a academia e o mercado.
Para falar do assunto, entrevistamos o autor do trabalho “Práticas administrativas para a sustentabilidade financeira de operadoras de planos de saúde médico-hospitalares: um estudo de múltiplos casos” e vencedor do segundo lugar da categoria Economia do VIII Prêmio IESS, Lucas Clemente. Confira.
Blog do IESS – Como você ficou sabendo do Prêmio IESS?
Lucas Clemente – Eu estava concluindo meu mestrado na Universidade de São Paulo (USP), em processo de inscrever meu artigo e, como faço parte de um grupo de pesquisa dedicado ao setor de saúde suplementar, recebi um comunicado da USP sobre o Prêmio IESS.
Blog – O que te levou a se inscrever no Prêmio IESS?
Lucas – Eu já usava bastante o portal do IESS para consultar dados do setor de saúde suplementar, então sabia da chancela que esse Prêmio poderia dar ao meu trabalho e ajudar em sua divulgação. Achei que fazia sentido me inscrever.
Blog – Você teve a visibilidade esperada? O que mudou após vencer o Prêmio?
Lucas – Eu participo do Grefic, que é um grupo de pesquisa na USP dedicado a estudar a eficiência de diversos setores. E dentro deste grupo, o primeiro trabalho com foco no setor de saúde suplementar foi o meu. Então, vencer o Prêmio IESS foi muito bom para dar credibilidade ao grupo dentro da instituição. Também usamos parte do prêmio para financiar outras pesquisas. Logo, no âmbito acadêmico, foi muito bom. Deu mais credibilidade e ajudou a legitimar uma iniciativa que tinha sido recém-criada. Foi uma chancela de qualidade que nos estimulou a produzir mais trabalhos que também têm sido reconhecidos.
Blog – E no âmbito profissional?
Lucas – Há mais de um ano, eu tenho uma empresa de consultoria que trabalha com gestão de governança corporativa e estruturação de fundos de investimentos mobiliários para a construção de hospitais, especialmente para as Unimeds.
O Prêmio IESS ajudou muito a aumentar nossa visibilidade e ganhar credibilidade. Além do resultado do trabalho da empresa, o Prêmio ajudou a consolidar meu nome e ganhar autoridade como profissional no setor de saúde suplementar.
Blog – Qual a ligação dessa atividade com o trabalho que te levou a vencer o Prêmio?
Lucas – O meu trabalho utiliza um modelo matemático para analisar a eficiência. No caso, avaliamos as operadoras de planos de saúde (OPS) nas esferas financeira e de satisfação do cliente.
Depois, comparamos quais eram as práticas que diferenciavam as operadoras que eram eficientes nessas duas frentes daquelas que conseguiam manter o beneficiário satisfeito, mas não tinham um bom resultado financeiro.
Blog – E qual é o diferencial entre elas?
Lucas – Basicamente, a profissionalização das equipes, com estruturas bem organizadas de gestão corporativa e governança.
Blog – Você planeja avançar nessa pesquisa?
Lucas – Em meu grupo de pesquisa da USP, há trabalhos sendo desenvolvidos a partir dessa metodologia para analisar segmentos específicos do setor, como as Santas Casas. Então essa é uma ramificação muito legal desse projeto.
Eu, especificamente, ainda não estou desenvolvendo nenhum estudo. Mas devo começar um processo de doutorado no próximo ano.
Blog – Quando esse novo trabalho estiver pronto, você pretende voltar a se inscrever no Prêmio IESS?
Lucas – Claro. Eu recomendo muito a inscrição no Prêmio IESS. É uma experiência muito interessante que possibilita fazer contatos importantes com pesquisadores de diversas áreas e dá bastante visibilidade e reconhecimento.
Se você está procurando um instituto comprometido com qualidade e geração de conhecimento, com mais de uma década de história, para validar e reconhecer o seu trabalho ao mesmo tempo que aumenta sua visibilidade para o setor, conheça o regulamento e inscreva-se gratuitamente no IX Prêmio IESS.
